21 abril 2011

Estranhamente te amo.

Eu acho ela louca, excêntrica demais, intensa e fria ao mesmo tempo. Também acho ela estranha, dividida, extrema ao seu modo, básica e econômica com palavras e verdadeira com o mundo, mas às vezes ela me faz sentir raiva ou desprezo ou simplesmente tédio com sua escrita. Fico intrigada. Eu a leio e fico pensando que é a melhor escritora que existe, mas quando pego um conto do tipo 'O ovo e a galinha' penso que me enganei. É como se eu a conhecesse e me encontrasse ali, é uma droga isso, porque eu queria gostar dela, e dizer que minha inspiração é ela, mas não consigo, porque sinto uma raiva das loucuras dela. É como se eu amasse tanto ela que nem me atrevo a dizer, para não quebrar o encanto. Ela é sabia demais, séria e pensativa demais, tudo e nada ao mesmo tempo. Eu não entendo o que sinto.


'Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.'
 Clarice Lispector

7 comentários:

  1. Boa noite.

    Você a admira muito. Isso é bonito.

    Feliz Páscoa!!
    Um grande abraço.
    Maria Auxiliadora (Amapola)

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  2. Lindo texto, bem definido. Dá pra imaginar e se ver ao mesmo tempo.

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  3. Admitir ser amor muitas vezes dificulta tudo mesmo!

    AMEI aqui... tô seguindo!

    Bem-vinda ao meu blog!
    Bjão!
    :)

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  4. Queria agradecer sua visita ao Tinta Em Tela branca e me deparei com textos muito bonitos e bem escritos! Muito bom! Gostei bastante do seu blog e estou seguindo! Parabéns!

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  5. Admitir amor ou que o tem e sente, pode ser tão perigoso às vezes... Amor, amor, amor... Ê carinha complicado.

    Beijo!

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  6. Linda, obrigado pelas visitas e pelo ultimo comentário em meu blog. Fico muito feliz.
    Um beijo e bom final de semana.

    keep writing.

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  7. adorei seu blog! estou seguindo, beijos e viva Clarice!

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