Foi traumático, foi intenso, tirou parte de mim, a qual estou reconstruindo até hoje.
Há um ano eu estava presa em uma cama e tomava muitos remédios para que as quimioterapias (mais remédios) não causassem tanto efeito na minha boca. Eu chorava escondido com medo de minha mãe perceber todo o medo e pânico no meu rosto. Eu não conseguia comer, mas tentava engolir qualquer coisa para me manter viva.
Há um ano eu pensava que definitivamente não ia fazer o segundo transplante. Que aquilo tudo era uma loucura. Que eu não era forte coisa nenhuma, que ia desistir de tudo, que era melhor morrer.
Eu achei que era melhor morrer.
E agora, um ano depois, estou grata pela Luana que lá atrás não desistiu, que seguiu a passos lentos, pisando em falso muitas vezes, mas que seguiu em frente.
Talvez seja muito egoísmo agradecer a mim por sobreviver, mas o que sinto nesse momento é a vontade de gritar bem alto:
OBRIGADA LUANA POR TER SEGUIDO EM FRENTE.
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