outro dia, eu li que uma pessoa se descreveu como inquieta, e eu achei isso fascinante.
primeiro porque é uma estratégia de rebranding muito efetiva. eu posso ser esquecida, ansiosa, perdida, hiperativa, incomodada, dramática e neurótica, mas agora, sou inquieta, ou seja, não soa tão ruim quanto a ansiedade e a preocupação constante.
e também me identifiquei nesse adjetivo. para mim, ser inquieta significa que ela está em permanente agitação interna, estado de alerta, com os ouvidos ouriçados. é sobre estar vigilante à todos os sinais, mesmo quando não faz sentido algum, e não se tem controle de coisa alguma.
é acreditar que estou prestando atenção à vida, quando na verdade só estou estressada e com muita cafeína no sangue.
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