amor rosè
fragmentos de mim, sem ordem cronológica e/ou correção ortográfica
11 julho 2026
sem sentir, não me reconheço
preguiça
eu tenho preguiça da classe média
tenho preguiça das pessoas que precisam saber de tudo, ter opinião sobre tudo e falar tudo que pensam
mas principalmente, tenho preguiça de quem está reclamando da sua situação de vida, e nunca passou por um trabalho que fosse realmente desumano, difícil, inseguro e traumático. de quem vive em uma bolha de graduados, que falam alto, autoconfiantes, donos da verdade. E que na realidade, nunca pegaram um ônibus lotado na vida.
tenho preguiça das pessoas.
inquieta
outro dia, eu li que uma pessoa se descreveu como inquieta, e eu achei isso fascinante.
primeiro porque é uma estratégia de rebranding muito efetiva. eu posso ser esquecida, ansiosa, perdida, hiperativa, incomodada, dramática e neurótica, mas agora, sou inquieta, ou seja, não soa tão ruim quanto a ansiedade e a preocupação constante.
e também me identifiquei nesse adjetivo. para mim, ser inquieta significa que ela está em permanente agitação interna, estado de alerta, com os ouvidos ouriçados. é sobre estar vigilante à todos os sinais, mesmo quando não faz sentido algum, e não se tem controle de coisa alguma.
é acreditar que estou prestando atenção à vida, quando na verdade só estou estressada e com muita cafeína no sangue.
10 maio 2026
09 abril 2026
uma necessidade
escrever, apenas para colocar em algum lugar todos os pensamentos que metralham minha mente a cada minuto
escrever, como estratégia de controle da ansiedade e como ferramenta de organização de ideias
escrever, para pausar os pensamentos destrutivos e para o cérebro buscar palavras que descrevam os sentimentos
escrever, porque as mãos conseguem se mover rapidamente e digitar no teclado as palavras que travam na garganta
escrever, sem ter grandes assuntos, grandes ideias ou defesas
escrever, porque escrever é a única coisa que faço me permitindo errar, sem culpa, sem autocobrança, sem julgamentos, sem correção ortográfica, sem medo, sem perfeccionismo, sem pensar no outro
escrever, para me manter sã.
13 novembro 2025
sou feliz, eu sei
Lúcida, sóbria e consciente, sentada no banco do parque, eu me emociono, entendo a beleza da vida. Choro pela clara lição de que não sei de muita coisa, não sou dona da verdade, muito menos perfeita. E tudo isso faz parte desse ser errante que insiste em colocar um pé na frente do outro e seguir.
Sou feliz e sei.
contagem regressiva
i'm tired
14 setembro 2025
out-zone
desconforto de sair do conforto
ao mesmo tempo
em que a autocobrança excessiva e o perfeccionismo se alinham
e o medo se instala
não é fácil ser millenium
ou não é fácil ser humana
26 julho 2025
28 junho 2025
13 abril 2025
um balão vazio
meu cansaço é de ser boazinha demais,
desocupando os espaços que me cabem para dar lugar aos outros
diminuindo a mim, pelo medo do julgamento deles
25 março 2025
fim de obra - começo de casa
a obra vira casa
quando além da marcenaria
instalamos as pessoas lá dentro
11 fevereiro 2025
“seja você mesmo”
the new capitalismo é o fim da sanidade mental
adeus consciência, olá diagnóstico de qualquer coisa que tenha te traumatizado aos 15 anos e que agora se solta das amarras para descobrir que precisa de controle
26 janeiro 2025
o tempo age
30 dezembro 2024
12 outubro 2024
o mantra diário
buscar dentro de mim o crescimento que desejo ao outro. olhar intensamente para o oceano interno, e curar as dores latentes. sentir a paz que há tanto eu anseio e pausar o atropelamento dos dias, para respirar ouvindo o vento.
ser sincera, para crescer em verdade comigo, sem comparações, sem ódio, sem raiva, só amor.
08 setembro 2024
uma fds perfeito
esse final de semana foi tão simples e tão feliz.
acordar as 8:00, ir à academia, malhar, limpar a casa, lavar a roupa, fazer uma comida gostosa, ler matérias interessantes em revistas legais, dormir assistindo the office, acordar para o globo rural, fazer meus ovos com pão enquanto espero o M. fazer meu café, almoçar no sogro, cozinhar as marmitas gostosas da semana.
a rotina me faz bem.